Pioneiro Memória- Rodrigo Lopes- As antigas Agências bancárias


Caxias das antigas agências bancárias

09 de abril de 20140
O Banco Nacional do Comércio, na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Dr. Montaury, na década de 1930. Foto: Domingos Mancuso, acervo Renan Carlos Mancuso, divulgação
O Banco Nacional do Comércio, na esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Rua Dr. Montaury, na década de 1930. Foto: Domingos Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
Agências bancárias antigas tradicionalmente ocupam espaços nobres e destacam-se pela riqueza arquitetônica, servindo como pontos de referência na área central de qualquer cidade. Nem todas, porém, sobrevivem ao “progresso”. Entre as décadas de 1940 e 1960, tempos em que termos como patrimônio histórico e preservação nem eram cogitados, três exemplares sucumbiram para dar lugar a prédios que dialogavam com a chamada modernização de Caxias.
Na esquina da Av. Júlio de Castilhos com a Rua Dr. Montaury, o antigo Banco Nacional do Comércio cedeu espaço ao Edifício Solaris, erguido no final da década de 1960. Acima, a majestosa agência no início da década de 1930, captada pelo fotógrafo Domingos Mancuso. Abaixo, a mesma esquina, em 1947, desta vez enquadrada pelo filho de Domingos, o também fotógrafo Reno Mancuso.
O Banco Nacional do Comércio em 1947. Foto: Reno Mancuso Mancuso, acervo Renan Carlos Mancuso, divulgação
O Banco Nacional do Comércio em 1947. Foto: Reno Mancuso Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
Do outro lado da Praça Dante Alighieri, o prédio do antigo Banco Pelotense, na esquina da Júlio com a Marquês do Herval, abrigou posteriormente o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Demolida no final da década de 1940, a estrutura de dois pavimentos (abaixo, em fotos de 1915 e 1947) deu lugar ao edifício de cinco andares que abriga a atual sede e os escritórios do Banrisul.
O antigo Banco Pelotense, na esquina da Av. Júlio com a Marquês do Herval, em 1915. Foto: Domingos Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O recém-construído prédio do Banco Pelotense, na esquina da Av. Júlio com a Marquês do Herval, em 1915, com as ruas ainda sem calçamento. Foto: Domingos Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O prédio da esquina da Av. Júlio com a Marquês do Herval já modificado e abrigando  a agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul em 1947. Foto: Reno Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O prédio da esquina da Av. Júlio com a Marquês do Herval já modificado e abrigando a agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul em 1947. À direita, parte do Cine Guarany. Foto: Reno Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
Na mesma Av. Júlio de Castilhos, entre a Borges de Medeiros e a Alfredo Chaves, outra preciosidade virou pó. Primeiro estabelecimento bancário instalado em Caxias, o Banco da Província do Rio Grande do Sul foi demolido em meados dos anos 1960. Ironicamente, para a construção do Edifício… Província. Abaixo, dois registros do prédio. O primeiro, em 1918, feito por Domingos Mancuso. O segundo, captado pelo filho Reno, em 1947.
O Banco da Província do Rio Grande do Sul, na Av. Júlio entre as ruas Marqu~es do Herval e Borges de Medeiros. em 1918. Foto: Domingos Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O Banco da Província do Rio Grande do Sul, na Av. Júlio entre as ruas Borges de Medeiros e Alfredo Chaves, em 1918. Foto: Domingos Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1947. Foto: Reno Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
O Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1947. Foto: Reno Mancuso, acervo de Renan Carlos Mancuso, divulgação
A grife Mancuso
Os registros e informações desse post compõem o farto acervo mantido por Renan Carlos Mancuso no blog www.caxiaspormancuso.blogspot.com. Renan integra uma família de fotógrafos que eternizaram Caxias entre os anos de 1910 e 1960: o avô, Domingos Mancuso (1885-1942), e o pai, Reno Mancuso (1919-1974). Ambos captaram os mesmos ângulos e esquinas da cidade em épocas diferentes, enriquecendo a memória visual do município ao longo do século 20.

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